segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Afinal, o que será do Minhocão?

Praça Marechal antes do Minhocão: ele não se integra com áreas de interesse urbanístico
Se você conhece São Paulo e já teve a oportunidade de passar pelo Elevado Costa e Silva, o infame Minhocão, certamente compreende que não se trata apenas de uma obra mal planejada, produto de um urbanismo ultrapassado que não deu atenção para a escala humana do cotidiano, para quem vive de fato nos bairros e caminha nas calçadas fora de um veículo motorizado particular.
É também uma cicatriz que enfeia e marginaliza a face central da cidade.
Fazendo a ligação entre a Praça Roosevelt e a Avenida Francisco Matarazzo, o elevado se estende por 3,4 quilômetros pelos quais passam 70 mil carros de segunda à sábado, das seis e meia da manhã até nove e meia da noite, segundo a CET.
Desde 1990, seu funcionamento é limitado por conta do barulho. Mas este é apenas um dos problemas causados pelo Minhocão para quem vive em seu entorno.
Construído em cerca de 14 meses, por 43 anos seu legado está associado com a degradação visual, a poluição e um déficit de qualidade de vida cujo custo só pode ser medido subjetivamente.
Ironicamente, o Minhocão foi dado de presente para a cidade no seu aniversário de 417 anos pelo então prefeito Paulo Maluf, em 1971, como uma solução bastante contestada para o trânsito no eixo leste-oeste.
Na época, nenhum dado técnico ou pesquisa foi feito para legitimar sua utilidade, mas no caminho dos carros ficou uma história de deterioração, cerca de três mil imóveis afetados pela desvalorização e a perda de alguns ícones de um período de ouro da cidade.
A Praça Marechal Deodoro, antes um projeto urbanístico belo, perdeu seu tamanho e importância por conta do Minhocão.
A Avenida São João, conhecida em um tempo passado, como a “Park Avenue” de São Paulo, e a Rua Amaral Gurgel, outra joia, também nunca mais foram as mesmas.
A boa notícia é que os dias do Minhocão estão contados. O Plano Diretor Estratégico (lei nº 16.050/14), sancionado pelo prefeito Fernando Haddad no final de julho, não vislumbra a data exata do aguardado óbito, mas prevê, em seu artigo 375, a criação de uma lei específica para a sua desativação progressiva para automóveis.
Contudo, resta a pergunta: o que será dele uma vez que isso acontecer? A questão foi abordada nas gestões anteriores de Luiza Erundina, Marta Suplicy, José Serra e Gilberto Kassab sem chegar a qualquer conclusão válida desde então.
Muitos querem simplesmente demoli-lo, mas outros, inspirados em projetos como a High Line de Nova York e o Bloomingdale Trail and Park de Chicago, pensam em aproveitar a estrutura do Minhocão para um parque elevado.
É algo inédito em São Paulo, que tem uma demanda por mais espaços de lazer, mas também é um projeto ousado.
O potencial de um parque para revitalizar a região tem sido um dos debates mais polêmicos desde a aprovação do plano.
“O Plano Diretor aponta para essa direção de mudar uma prática arraigada de valorização do espaço do automóvel. E a questão do Minhocão precisa ser tratada também nessa perspectiva do bairro que foi mais afetado por essa forma de planejar, que é o caso do bairro de Santa Cecília”, conta Nabil Bonduki, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP e vereador relator do novo Plano Diretor.
Para ele, a ideia de criar um ambiente de lazer bem planejado é a atraente quando sem pensa em termos de compensação por todos o impactos negativos já gerados pela obra.
“O Minhocão já está sendo resignificado pelo seu uso quando aos domingos o espaço é aberto para ciclistas e outras atividades de lazer e cultura, como o graffiti. Além disso, a estrutura mostra potencial para assimilar eventos e festivais como o Festival do Baixo Centro e o Carnaval. São Paulo tem uma carência de espaços de lazer”, explica o arquiteto, que junto a outros seis vereadores já apresentou para votação um projeto de lei para desativar completamente a obra em quatro anos, prevendo a construção de um parque na estrutura no final do processo.
“Fazer um parque faz sentido, porque ali já temos a Praça Roosevelt com a qual o Minhocão pode se juntar. Essa integração se daria em um miolo que não está virado para nada, as laterais de prédio e áreas não ocupadas poderiam se abrir para o parque. Sem dúvida haverá uma valorização, já que as fachadas cegas dos prédios poderiam agora virar para um parque ou uma praça. Essas conexões, sem dúvida nenhuma, trariam um ganho para a qualidade de vida”, afirma Bonduki.
Como ele, o também arquiteto Márcio Kogan, representante da Associação Parque Minhocão, acredita que o parque é uma ideia mais razoável e inclusiva frente à possibilidade de um demolição demorada que poderia trazer ainda mais transtorno para quem vive próximo.
“Como ligação o elevado não mostra tanta importância, a discussão é o nível de agressividade que a obra traz às pessoas que moram na região. Demolir seria ainda mais agressivo. O Minhocão já é um divisor social de águas, quando paramos para ver que de um lado temos bairros como Higienópolis e Água Branca e, caminhando mais um pouco na sua direção, do outro lado temos Campos Elíseos e Santa Cecília, onde tudo piora repentinamente. Jamais deixariam uma obra dessa no Jardim Europa”, conta Kogan.
“Um parque linear de mais de três quilômetros é uma ideia divertida e seria um marco no urbanismo paulistano. Hoje temos vários exemplos de cidades que desativaram os seus elevados. E não apenas a High Line de Nova York, mas também em Chicago, Boston, Paris e Seul. Mas não se trata apenas de plantar grama em cima do Minhocão, é preciso reurbanizar também o que está em baixo, no nível da rua. O parque é uma solução mista, melhoraria a qualidade de vida, mas também traria uma influência positiva para o centro expandido da cidade nos diversos pontos onde há cruzamentos”, defende Kogan.
O resgate pela demolição
De um ponto de vista funcional para a mobilidade urbana, o professor da FAU-USP Lúcio Gomes Machado concorda que o Minhocão não apresenta serventia para a cidade, mas não acredita que um parque na estrutura seria a melhor opção para revitalizar as áreas afetadas.
“Quando o Minhocão foi construído a Marginal sequer estava completa, então parecia óbvio fazer a ligação pela Francisco Matarazzo até a Radial Leste passando no meio da cidade. Hoje não faz sentido manter, pois ali não passa ônibus por cima e tem uma capacidade pequena para carros por conta da baixa velocidade”, explica ele em defesa da demolição.
“A região onde o Minhocão está é diferente da região da High Line, uma linha de ferrovia desativada que tangenciava a cidade em uma zona industrial. O projeto nova-iorquino atendeu uma demanda conforme a cidade se expandia em serviços e habitação de alta renda. É uma escala diferente da que você vê em relação à Avenida São João”, conta.
Machado aponta que uma eventual demolição traria o mesmo efeito de revalorização dos imóveis.
“O Minhocão não se integra plenamente com as áreas de maior interesse urbanístico como a Praça Marechal Deodoro, que poderia voltar a sua antiga grandeza. Há prédios ali de Rino Levi, Franz Heep e Samuel Roder, criadores renomados, que são marcos da arquitetura Art Déco e poderiam ser revitalizados também”, explica.
“A demolição traria uma nova vida até 200 metros de cada lado prejudicado pelo Minhocão, regiões decadentes que tornariam a ter valor e mais adensamento em um local bem servido de transporte e comércio. Além disso, por ser uma estrutura pré-fabricada apenas montada ali, seria uma demolição barata, que poderia render uma reciclagem nobre de materiais para que se façam obras de mobilidade na periferia da cidade”, afirma o professor da USP.
Propostas de uma reforma urbanística do Minhocão foram aceitos pela prefeitura durante a gestão de José Serra.
Em 2006, foi criado o Prêmio Prestes Maia de Urbanismo com o objetivo de colher projetos para a desativação.
O projeto (foto acima) dos arquitetos Fernando Forte, Lourenço Gimenes e Rodrigo Marcondes Ferraz do escritório de arquitetura FGMF foi premiado e hoje é um dos modelos mais aceitos entre os que aprovam a demolição.
O conceito criado por eles prevê a recuperação da Praça Marechal Deodoro com um aproveitamento pequeno da estrutura do elevado para serviços públicos, como biblioteca e posto de saúde, em pontos onde não haja conflitos com o tecido urbano.
“Sou cético quanto a transformar em High Line, pois não encontra empregabilidade na nossa realidade. É um caso de sucesso, mas que interfere de forma diferente na cidade. O contato da High Line com o espaço público é eventual e não contínuo como no Minhocão. Pode-se embelezar a parte de cima com o parque, mas a parte de baixo dele continua em eterna sombra, mantendo o lugar escuro e barulhento. Como solução não cria uma cidade agradável no nível térreo”, conta o arquiteto Lourenço Gimenes.
“Mas apenas demolir não ensina, é preciso o manter viva a memória do que já foi tido como uma grande obra para a cidade. Em cinco ou seis pontos, onde não tenha ponto conflituoso com a cidade, pode-se manter parte da estrutura ao mesmo tempo em que se tem ventilação e iluminação. Aquilo que ficar pode dar lugar a um SESC, por exemplo, um equipamento recuperado e desejado do ponto de vista urbano”, explica ele.
No entanto, seja qual for o destino do Minhocão, a decisão cabe à população do entorno, que por quatro décadas sofreu com o elevado, aponta José Xaides, professor de Arquitetura e Urbanismo da UNESP.
“Por enquanto, não há estudos ou números que validem as duas soluções ou apontem seus impactos para a população e o fluxo de transporte da cidade. E talvez uma solução mista, entre parque e demolição parcial, possa ser melhor”, afirma ele.
“Quanto ao parque, logicamente que um projeto dessa natureza vai gerar aspectos negativos e positivos, pois dentro de um ponto de vista da mobilidade ele teria que ser pensado dentro de um conjunto de soluções alternativas para o fluxo que ocorre durante a semana. A desativação dessa maneira só pode ser progressiva e fruto de participação popular”, diz.
Xaides ressalta que o Plano Diretor não aponta uma solução definitiva, mas abre espaço para um processo mais dinâmico de consulta pública.
“Há várias motivações em jogo e compromissos jurídicos da gestão, mas não existe de fato uma educação urbanística dos paulistanos. Um exemplo é a reação pouco amigável à implantação das ciclovias na cidade, inclusive na região do Minhocão. A relação de causa e efeito de cada ação proposta para a prefeitura até agora é pouco conhecida em um sentido geral. A conscientização dos moradores deve ser feita para posicionar uma decisão correta e aprofundada. Não podemos corrigir uma decisão autoritária, que foi construir o Minhocão, com outra. O que essa gestão fez de vanguardista com o Plano Diretor foi aprimorar o processo democrático”, finaliza.
O minhocão funciona como área de lazer aos domingos e fecha para os carros.

Paulo Alves cria casulos de silêncio em biblioteca pública

Convidado a ambientar a biblioteca do Sesc Bom Retiro, em São Paulo, o arquiteto Paulo Alves se viu diante de um espaço ocioso sob a escada principal.
“Era necessário criar depósitos de apoio ali, mas roubei um trecho para embutir nichos na marcenaria. As células reclusas de leitura acabaram superdisputadas”, conta. Por dentro, o móvel se parece com uma espreguiçadeira de 0,60 x 1,80 m, na qual dá para esticar as pernas.
Além desses pontos de privacidade, o projeto oferece área livre e integrada, com mesas coletivas, que estimulam o convívio. “O lugar é aberto ao público – não precisa nem passar a carteirinha para entrar. Poder proporcionar um desenho democrático e de qualidade me seduziu.”

Designers transformam piscina em loja no Japão

Uma piscina que funcionou na década de 1970, dentro de um prédio residencial, virou uma loja conceito de roupas, em Tóquio, no Japão.
arquiteto Nobuo Araki, do escritório The Archetype, e o designer Hiroshi Fujiwara foram os responsáveis pela repaginada do ambiente, que abriga agora The Pool Aoyama, que vende artigos de moda náutica.
Para dar um ar mais inovador ao ambiente, eles mantiveram algumas características do local, como as escadas de metal instaladas na beirada e as barras laterais, e ainda cobriram o chão com vidro transparente, em referência à água, que um dia cobriu a piscina.
O estabelecimento fica em um bairro comercial da cidade e é propriedade de Fujiwara, conhecido como o avô do importante centro de moda chamado Harajuku.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Mies Van der Rohe - Parte 3

Bom dia!

Continuando a série de posts sobre Mies Van der Rohe, hoje vou falar sobre um dos clássicos: Edifício Seagram.



O edifício está recuado 31 metros da calçada, como nenhum outro em sua época. Deixava um vazio impensável junto à esquina, inútil e irracional. Praça, patio, jardim, passeio… dão muitos nomes para ele. Mas sem esse vazio criado por um retroceder do volume construído, que produz um ponto de vista singular, o edificio Seagram no poderia ser o que é.


Com 38 andares e 157 metros de altura, a torre de linhas simples formadas pelos perfis I de aço pintados de bronze e os módulos retangulares de vidro tingidos de marrom se justapõe às superfícies naturais do granito verde que materializa o vazio frontal, juntamente com a água.



Os perfis de aço das fachadas não são estruturais, porém expressam a ordem estrutural subjacente. Elementos verticais adicionais foram soldados aos painéis de vidro, não só para travar a estrutura e resistir às cargas de vento, mas também para reforçar a ordem estrutural do edifício.


Ficha técnica:

  • Arquiteto: Mies van der Rohe
  • Ano: 1958
  • Endereço: 375 Park Avenue Nova York Estados Unidos da América
  • Tipo de projeto: Empresarial
  • Status:Construído
  • Materialidade: Vidro
  • Estrutura: Aço
  • Localização: 375 Park Avenue, Nova York, Estados Unidos da América
  • Implantação no terreno: Isolado
Cita

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Mies Van der Rohe - Parte 2

Bom dia :)

Segunda parte da série sobre Mies Van der Rohe, agora sobre a Casa Farnsworth:

Semana passada a dupla de artistas Petra Bachmaier e Sean Gallero, do estúdio Luftwerk de Chicago, iniciou a transformação da Casa Farnsworth de Mies van der Rohe em uma "tela de luz e som" através da instalação INsite. "Uma exploração da filosofia de Mies através da luz", INsite oferece uma experiência noturna inteiramente nova da casa, destacando os aspectos formais da arquitetura através de uma apresentação de luzes interativas.
Proposta de iluminação por Luftwerk

De certo modo há duas Casas Farnsworth. Há aquela que a maior parte das pessoas experiencia durante o dia, e a Farnsworth noturna. Durante o dia a casa paira sobre a grama e os planos de vidro proporcionam uma perspectiva transparente que é, ao mesmo tempo, sutilmente hermética. Mesmo que não haja nenhuma barreira visual, interior e exterior estão isolados um do outro. Você está na natureza, mas não necessariamente "em meio" a ela.
À noite, as projeções do Luftwerk tornam literais as qualidades de leveza da estrutura, destacando as vigas metálicas horizontais que suportam a casa e eliminando virtualmente - através da ausência de iluminação - qualquer conexão com o solo: a casa se torna desancorada. A partir do interior, por sua vez, há uma transformação epidérmica. A pele de vidro se torna reflexiva e o espaço se expande em direção ao infinito; mas para além do brilho da luz refletida  não há paisagem nem natureza, apenas a escuridão primordial. 

Há uma narrativa aqui, porém, ela não será contada pois fora desenvolvida por Luftwerk para ser experienciada na casa. 

Há um outro elemento crítico nessa transformação da casa de Mies: a trilha de Owen Clay Condon, que  utiliza diversos instrumentos diferentes em sua própria exploração sonora da Farnsworth.

A sonorização da estrutura, que funde uma percussão minimalista com tons de um vibrafone, promove o devaneio sobre a Farnsworth onde o passado e o futuro se encontram num caleidoscópio de luzes e sons, lembranças e imaginação. 
Lindo, certo? Super aprovo essa ideia!

Fonte

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Arquitetura no centro de São Paulo

Com seus prédios dos mais diversos estilos, formas e tamanhos, São Paulo possui um verdadeiro acervo cultural ao ar livre. Caminhar pelo centro é ver a história da cidade ser contada por suas construções, manifestações concretas das transformações pelas quais passou uma vila que em 1872 tinha pouco mais de 30 mil habitantes e era restrita ao Triângulo Histórico (cujos vértices são o Mosteiro de São Bento, a Igreja de São Francisco e a Igreja da Ordem Terceira do Carmo) até se converter na atual metrópole com cerca de 12 milhões de habitantes.
Catedral da Sé

A CIDADE PRÉ-FABRICADANo século 18, São Paulo é elevada à categoria de cidade, e as casas ganham outro andar e balcões. O geometrismo costumeiro do movimento neoclássico aparece em São Paulo no fim desse século em obras públicas, projetadas pelo engenheiro militar português João da Costa Ferreira, disseminando a arquitetura simétrica e tripartite. "São construções com volume central e duas laterais; base, corpo e coroamento", ensina o arquiteto Rafael Manzo, professor da FAU-Mackenzie. Só em meados do século 19, o estilo, considerado uma das primeira manifestações ecléticas, virou moda entre os paulistanos, chegando com ele o vidro, o tijolo, a telha plana, a platibanda vertical (escondendo o telhado), o frontão, as colunas e os balaústres. Com o advento da ferrovia, uma nova cidade é erguida sobre o antigo pouso de tropeiros. O mesmo trem que transportava o café ao porto de Santos trazia à capital gradis, janelas, tesouras, assoalhos, mármores, vitrais... materiais novos e prontos para serem usados. "É o início da construção industrializada", diz a arquiteta Ruth Verde Zein, professora da FAU-Mackenzie. 
 
Rua do bairro da Luz


Centro Cultural Banco do Brasil na rua Álvares Penteado

Fazem parte do roteiro de Arquitetura:
Mosteiro de São Bento | Edifício Martinelli | Edifício Altino Arantes | Banco de São Paulo | Centro Cultural Banco do Brasil | Edifício Triângulo | Edifício Guinle | Caixa Cultural | Pateo do Collegio | Tribunal de Justiça | Secretaria de Justiça | Solar da Marquesa de Santos | Igreja da Ordem Terceira do Carmo | Palácio da Justiça | Catedral da Sé | Escola de Comércio Álvares Penteado | Faculdade de Direito | Conjunto Franciscano | Edifício Barão de Iguape | Igreja de Santo Antônio | Pórtico da Praça do Patriarca | Edifício Sampaio Moreira | Edifício Matarazzo | Edifício Alexandre Mackenzie | Theatro Municipal

Mosteiro de São Bento

Que tal fazer um tour por esses roteiro? Dá pra faze-lo a pé!


Cita Cita

Mies Van der Rohe - Parte 1

Heey!

Nada mais justo do que fazermos uma série de posts sobre o nosso muso inspirador do nome do blog.

Mies van der Rohe foi, após um período inicial de influência arquitetônica neoclássica, um dos principais representantes da arquitetura do vidro e do aço. É considerado, com Walter Gropius, Le Corbusier e Frank Lloyd Wright, um dos arquitetos mais importantes do século XX. Usou cimento e estruturas de aço em suas primeiras casas e galpões industriais, mas o seu ideal estético incluía também o uso de materiais nobres como mármore travertino, ônix ou aço cromado. Sua primeira obra importante foi o pavilhão alemão para a Exposição Internacional de Barcelona, de 1929. Seus prédios de apartamentos abriram caminho, do ponto de vista construtivo e urbanístico, para obras posteriores. Disso são exemplos os Promontory Apartments de Chicago (1951); os Lake Shore Drive Apartments (1951); os Batery Park Apartments de Nova York (1957 a 1958) e o Seagram Building de Nova York (1956 a 1959). Suas obras mais conhecidas na Alemanha são a Colônia Weissenhorf de Stuttgart (1927) e a Neue Nationalgalerie de Berlim (1962-1968). No período compreendido entre 1930 e 1933, dirigiu a Bauhaus de Dessau. Emigrou para os Estados Unidos em 1937, onde dirigiu o departamento de arquitetura do Illinois Institute of Technology de Chicago, entre 1938 e 1959.

Mies Van der Rohe
Fonte

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Papel de parede antiterremoto chega ao mercado

Acaba de chegar ao mercado o primeiro tecido de revestimento para paredes capaz de minimizar os efeitos de terremotos.
O papel de parede contra terremotos vem sendo desenvolvido há vários anos por engenheiros do Instituto de Tecnologia Karlsruhe, na Alemanha.
Depois de reproduzir em laboratório o terremoto que devastou L'Aquila, na Itália, em 2009, a equipe multidisciplinar demonstrou os benefícios do material, sobretudo contra os desabamentos.
Embora não garanta a integridade total das casas e edifícios, o papel de parede antiterremotos deverá minimizar a queda de detritos, dando tempo às pessoas para sair das casas em segurança e às equipes de socorro para prestarem a assistência inicial.
O papel de parede sísmico é um tecido compósito feito de fibras de vidro e polímeros.
A elevada rigidez e a resistência à tração das fibras de vidro permitem que as paredes suportem melhor as tensões sofridas durante os terremotos, evitando que danos pontuais se transformam em fendas e rachaduras.
Se as fibras de vidro se romperem, o que pode ocorrer durante um terremoto mais forte, as fibras de polipropileno, que são elásticas, mantêm os segmentos da parede juntos, evitando sua queda imediata.
O tecido de reforço é aplicado sobre as paredes com uma espécie de argamassa pré-fabricada, que lembra mais um emplastro, como os usados em ferimentos - os pesquisadores chamam o material de "roupagem profilática".
O papel de parede antiterremoto está sendo colocado no mercado, inicialmente na Alemanha e na Itália, pela empresa Rofix, com o nome de "Sisma Calce".
Ideia super interessante, certo?

Nova arquitetura para conjuntos habitacionais recebe apoio da FINEP

Hey :)
Pesquisadores estão propondo mudanças na forma de planejar e projetar habitações de interesse social (HIS), os famosos conjuntos habitacionais, voltados para a população de baixa renda.
A ideia é incluir nos projetos conceitos arraigados nas comunidades alvo, como a construção de "puxadinhos" e o uso de vielas para locomoção.
Tudo começou com uma chamada pública lançada pela FINEP em 2010 para formar uma rede de pesquisadores de universidades públicas para estudar novas políticas, métodos construtivos e tipos arquitetônicos para HIS.
As propostas deviam incorporar tecnologias sociais, visando à elaboração de novos parâmetros e conceitos para o programa Minha Casa Minha Vida (MCMV).
Um dos grupos selecionados pertence ao Ippur - Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da UFRJ. A ele coube a tarefa de elaborar projetos de arquitetura alternativos ao modo tradicional de conceituar, projetar e construir as HIS.
Puxadinho oficial
O resultado foram 11 novos tipos de habitações com muitos diferenciais. Um deles é a flexibilidade para contemplar apartamentos de um a quatro quartos, com construções que permitem rearranjo dos leiautes e a expansão controlada das unidades - ou seja, o "puxadinho" foi integrado, mas de forma a não descaracterizar o projeto.
Outra novidade é a proposta de uso misto das edificações, juntando o lado residencial à prestação de serviços. Pensando nisso, foram criados pilotis nos prédios para agregar espaços de comércio e lazer às construções.
Circulações verticais e horizontais de uso público também foram contempladas, melhorando a mobilidade na área.
Plantação de casas
"A maior parte dos projetos é de habitações unifamiliares de dois quartos, cujas maiores críticas são a massificação das construções, resultando no que parece uma 'plantação de casas', com residências uma ao lado da outra, e o consequente mal aproveitamento da infraestrutura urbana," diz Verônica Natividade, arquiteta da equipe IPPUR/UFRJ.
Ela conta ainda que o modelo do MCMV (Minha Casa Minha Vida) impossibilita eventuais expansões e não considera a diversidade da composição das famílias que ocuparão o imóvel.
"Nessa pesquisa, procuramos responder a essas questões, dando às HIS um papel ampliado que vá além do fornecimento do abrigo. Sobre os aspectos arquitetônicos, partimos da hipótese de que as HIS pudessem ter um papel relevante na organização espacial do lugar onde fossem implantadas ou que atuassem como instrumento de reorganização espacial em assentamentos informais já consolidados," explica Verônica.
Fábrica comunitária
Para resolver as questões ligadas ao processo de construção em si, o projeto do propõe o uso de componentes pré-fabricados.
Além do ganho em agilidade, haveria uma aproximação entre o projetista, o construtor e o usuário, graças à flexibilização do programa arquitetônico, permitindo, inclusive, que o usuário participe da construção de sua moradia.
O projeto contempla a montagem de uma fábrica dos painéis de fachada dentro da própria comunidade. Assim, o morador poderia encomendar seus painéis se quisesse modificar o apartamento. Além da apropriação da concepção de sua moradia, a fábrica promoveria a transferência tecnológica e capacitação e mão-de-obra.
"Ao dar acesso a essas duas etapas do processo, a população passa a ser protagonista da produção das HIS, e não agente passivo diante de programas rígidos e, por vezes, distantes das reais necessidades e expectativas daqueles para quem as habitações são construídas", afirma Verônica.
Metodologia
"Incorporamos em nosso projeto ideias levantadas e discutidas naquela ocasião, como o conceito de edificações sustentáveis com tetos verdes, captação da energia solar e das águas pluviais para reuso, bem como os processos construtivos baseados na utilização de componentes industrializados e pré-fabricados, de modo a reduzir o tempo de construção, evitar os desperdícios de esforços e materiais e garantir maior controle da qualidade das construções," conta Verônica.



Adorei essa ideia!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

FELIZ DIA DO ARQUITETO

AAAH! FELIZ DIA DO ARQUITETO!!

Enfim, depois de um longo ano sem dormir, trocar a água pelo café e perder metade dos cabelo, nosso dia chegou!
Mas ver o trabalho final sempre vale a pena, apesar das olheiras :)

Que todos os nossos trabalhos sejam valorizados como devem ser!

O Fim do Sentar-se



Hey!

Desde que sentar-se virou o novo sinônimo do MAL, os escritórios têm mudado para todos os tipos de organização que, em outra época, consideraríamos bizarros: bolas de pilates, mesas para usar de pé (standing desks), mesas com esteiras embaixo. Nada disso, porém, supera em esquisitice (e desconforto) a proposta “O Fim do Sentar-se” do estúdio de design holandês RAAAF, um labirinto de encostas onde sentar-se é estritamente proibido.

Em vez de mesas e cadeiras, o espaço é preenchido com barreiras inclinadas para que as pessoas se recostem. Se você achou, pela foto, que o lugar é meio espartano e rígido, bem... o objetivo não era mesmo ser confortável. “Isto poderia ser mais suave, não há espaço nem para minha xícara de café – existe um punhado de coisas que pode ser melhorado, mas não é disso que se trata,” diz à Wired Ronald Rietveld, parceiro do RAAAF. “A coisa mais importante para nós é que ele oferece mais atividade e mais produtividade.”


Parece cenário de filme sci-fi.

E então, o que acharam?

Fonte

Materiais Sustentáveis

Oi :)

Entre os anos de 2009 e 2012, o número de prédios brasileiros que obtiveram certificação verde cresceu 412%. Já somos, inclusive, o quarto país com mais empreendimentos certificados pelo LEED (Leadership in Energy and Environmental Design).

Segue alguns exemplos de materiais sustentáveis bem interessantes:

1- Ecovative: material isolante a base de fungos que substitui a utilização de espumas plásticas.


2 - Bellwether Materials: outra opção de isolante feito com lã de ovelha, que utiliza pouca energia na produção e é seguro para pessoas, ambiente e animais. A lã ainda absorve poluentes do ar e é de difícil combustão em caso de incêndio.

3 - Tintas Ecodomus Matte: derivadas de minerais naturais, não contém toxinas e são hipoalergênicas, além de impedir o surgimento de bactérias do mofo e absorver CO2

4 - Painéis StormWall: sistema de paredes, piso e forro estruturais que substituem o uso de drywall. Absorvem mais de três vezes a quantidade de CO2 emitida em sua cadeia de produção.


5 - Cobertura GR Green: restos de pedra calcária e plástico reciclado (garrafas de leite e sacolinhas plásticas) compõem o produto que custa menos que os concorrentes, tem longa duração (pelo menos 50 anos) e pode ser reciclado.



6 - Painéis ECOR: feitos de fibra de celulose, são fabricados em um ciclo que reutiliza 99,5% da água necessária para a produção.



Fonte

Espero que tenham gostado!

domingo, 14 de dezembro de 2014

Almofada de paleta de cores

Hey povo!

Queria mostrar essa almofada de paleta de cores linda que eu achei na livraria cultura do shopping Villa Lobos em São Paulo.

Todo arquiteto/design vai amar tambem *-*

PS: aceito de presente de natal ;)

sábado, 13 de dezembro de 2014

Museu Guggenhein de NY












Oi gente!

Esse é o nosso último orgulho: a maquete do museu de Guggenheim de NY.

A maquete foi feita em isopor, papel triplex e EVA. Não conseguimos usar uma escala exata por várias dificuldades em achar plantas, cortes e etc. Porém, conseguimos um bom resultado :)

O projeto arquitetônico do museu original em Nova Iorque é do importante arquiteto americano Frank Lloyd Wright e é famoso pelas linhas curvas da fachada,representando a arquitetura moderna em sua forma mais orgânica. O museu abriga importante coleção de arte moderna amealhadas pelo seu fundador e sua sobrinha Peggy Guggenheim no começo do século XX com um incalculável valor artístico e monetário.

A escolha do museu foi baseada em seu ótimo projeto arquitetônico e suas peculiaridades, como estar com uma incrível paisagem de frente para o Central Park e suas interessantes formas internas e externas.
Vista interna do museu

 
Museu Guggenheim de NY










Espero que tenham gostado :)

Apresentação

Hey galera!
Aqui é a Mariana Camañes Vidal, técnica em arquitetura e a Pamela Klein, técnica em design de interiores, e nós duas somos futuras arquitetas :)

Aqui pretendemos apresentar tudo que temos direito sobre arquitetura e trabalhos feitos por nós. Por isso estamos referenciando um grande arquiteto no nome do blog, Mies Van der Rohe.

Qualquer dúvida, sugestão ou contato, pode deixar nos enviar um e-mail para:

Mariana: Mari_vidal9@hotmail.com
Pamela: Pampklein@hotmail.com

 Aproveitem e divulguem :D